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António Costa quer TTT mais baixa
O impacte paisagístico na cidade de Lisboa da nova travessia do Tejo, que ligará Chelas ao Barreiro, preocupa o presidente do município lisboeta.
António Costa defendeu em sessão da assembleia municipal, na passada terça-feira, uma ponte mais baixa do que o previsto, apesar das exigências da administração portuária em sentido contrário.
O autarca admitiu que o impacto visual é uma das suas "grandes preocupações" relativamente à terceira travessia do rio em Lisboa. "A APL impôs uma serventia que permita a passagem de navios com 47 metros de calado", explicou. Tal implica que o tabuleiro se desenvolva a pelo menos 50 metros de distância da água. Pelo mesmo tipo de razões, acrescentou António Costa, a infra-estrutura rodo-ferroviária terá de ter um mastro altíssimo, de modo a suportar o vão (zona sem pilares) de 460 metros de comprimento necessário à passagem de navios de médias dimensões em termos de marinha mercante.
António Costa questiona a necessidade de se manter o terminal de granéis do porto de Lisboa no local em que se encontra (silos do Beato). "Se não conseguirmos baixar a altura, terão de ser construídos muitos quilómetros de viadutos de acesso à ponte, e as freguesias de Marvila e do Beato ficarão cheias de pilares" para suportar estes viadutos. Uma declaração que colide com a afirmação repetidas vezes proferida pelos responsáveis da RAVE, que sempre contestaram que a ponte Chelas-Barreiro, pelas suas dimensões, cause um impacte visual significativo na zona estuarina mais nobre do Tejo, ou que os seus acessos possam criar um feito "telhado de betão" sobre as citadas freguesias de Lisboa, pela necessidade de amarrar duas linhas de alta velocidade ferroviária, outras duas linhas de ferrovia convencional, e mais seis vias rodoviárias, todas a confluir ao vale de Chelas por viadutos. |
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CMA CGM quer construir terminais no Brasil
A CMA CGM está a estudar a construção de três terminais de contentores no Brasil, avaliados em 300 milhões de dólares cada, revela a imprensa carioca.
A companhia, que ocupa o terceiro lugar do ranking mundial do transporte de contentores, reconheceu estar em negociações para concessões de terminais nos estados de São Paulo, Paraná e Pará. A revelação surge poucas semanas após a APM Terminals, filial da Maersk Line, ter indicado que estava a avaliar locais na vizinhança de Santos e de São Sebastião para o desenvolvimento de um centro de transhipment.
Nelson Carlini, director da agência CMA CGM em São Paulo, admitiu que um dos terminais se situaria em Santos, servindo uma região que gera a maior percentagem de carga marítima de exportação do país, mas não revelou outros locais.
As acções de investimento estão no entanto dependentes da decisão da Agência brasileira de transporte marítimo, que tem a última palavra quanto à autorização de construção de terminais privados, na base da necessidade da sua existência face ao volume de carga nativa a movimentar. Esta é uma contrariedade para a CMA CGM, pois como afirma Mr. Carlini, "não temos carga nativa. Queremos investir em terminais, porque achamos que o Brasil necessita deste tipo de infraestruturas."
A CMA CGM serve o Brasil com 23 navios, que cumprem 10 serviços ligando África, Caribe, América Central, Europa e América do Norte. Dispõe de 20 agências próprias, que em 2007 conseguiram angariar 280.000 teu (mais 41% que no ano transacto).
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Operador Logístico S-LOG facturou 1,7 milhões no primeiro trimestre
A S-LOG, Operador Logístico que integra o Grupo Entreposto, registou uma facturação de 1,7 milhões de euros no primeiro trimestre de 2008, correspondente a um aumento de 30%, face ao mesmo período do ano passado.
O crescimento em causa deveu-se ao aumento da penetração dos seus serviços de logística integrada em diversos segmentos, nomeadamente em clientes nos sectores de consumíveis hospitalares, calçado e electrónica.
Esta evolução está alinhada com os objectivos da empresa para o período 2007/2010 e justifica o plano de investimento já em curso na Plataforma Logística da empresa, em Setúbal. Estes investimentos, que atingem meio milhão de euros, visam o aumento de áreas disponíveis de armazenagem e o up-grade dos sistemas de informação, aperfeiçoando a especialização da S-LOG na oferta de serviços de logística integrada nas áreas de Retalho e Indústria.
No final de 2008, a S-LOG estima registar um aumento de facturação de 20%, face ao ano passado. A S-LOG - Serviços e Logística S.A. é um operador logístico especializado nas áreas de retalho e indústria, vocacionado para operações de picking e distribuição intensivas e operações de valor acrescentado, em formato de logística de contrato e/ou logística in-house.
Tendo as suas origens na prestação de serviços de logística para a indústria automóvel, tem vindo desde há alguns anos a diversificar a sua actividade e é hoje um parceiro importante de algumas grandes empresas, nacionais e multinacionais de diversos sectores de actividade. |
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Grupo Dachser facturou 3,5 mil milhões em 2007
O Grupo Dachser cresceu 13 por cento no volume de vendas durante o ano de 2007, em comparação com 2006, num total de 3,5 mil milhões de euros realizados. Dachser é um dos maiores grupos privados de logística e transporte de mercadorias a nível mundial, presente em Portugal através da Graveleau.
A multinacional aumentou em 2 100 o número de funcionários que emprega: a empresa passou de 15 mil para 17 100 no espaço de um ano. No mais recente ano fiscal, os três segmentos de negócio (European Logistics, Air & Sea Logistics e Food Logistics) contribuíram para o aumento do volume de vendas. Para José Cardoso, director-geral da Graveleau Portugal, "o crescimento verificado demonstra que os clientes prezam a logística inteligente. A combinação de diversos factores organizativos internos levou a este crescimento de 13 por cento, mais 2,2 por cento do que em 2006".
O segmento European Logistics (transporte de bens dentro da Europa) cresceu 12 por cento em 2007, negócio que representa 67 por cento do total das vendas do Grupo Dachser. O Air & Sea Logistics, focado no continente americano, Europa e Ásia, melhorou os seus resultados em 21 por cento, representando 20 por cento do total de vendas do grupo. Por fim, o Food Logistics cresceu 13 por cento no ano passado.
A Graveleau Portugal opera como empresa de logística e transporte de mercadorias e faz parte da francesa Transports Graveleau, parte integrante do Grupo Dachser (Alemanha). A Graveleau Portugal opera nas áreas de transporte internacional terrestre marítimo e aéreo, transporte doméstico, armazenagem, picking and packing, cadeia de abastecimento, controlo de qualidade e soluções de transporte e logística dedicadas. A empresa fechou o ano 2007 com um volume de facturação de 29,5 milhões de euros. |
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Estaleiros europeus vão recrutar entre 50 mil e 60 mil nos próximos cinco anos
Os estaleiros europeus poderão vir a encontrar sérios problemas de recrutamento de trabalhadores a breve trecho, alerta o prestigiado Lloyd's List.
Um relatório sobre a indústria naval europeia, que deverá ver a luz do dia mais perto do fim do ano, revela que os estaleiros da Europa e outras companhias de engenharia a eles associados, necessitam de recrutar entre 10.000 e 12.000 pessoas ano durante os próximos cinco anos para combater a crescente quebra de trabalhadores especializados e assim manterem os níveis de produtividade.
Estes números surgem numa altura em que os construtores europeus, e especialmente as companhias de desenho técnico, atravessam um dos mais prósperos períodos da história da indústria.
Os peritos acreditam que a imagem da indústria está a melhorar, mas temem que as dificuldades de recrutamento se sobreponham numa indústria que não tem elevados graus de popularidade junto da academia. |
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Angola: Malanje vai ter porto seco
A província de Malanje, nordeste de Angola, vai ter, a curto prazo, um porto seco, no âmbito do programa Angoferro, para reactivar o parque industrial local e viabilizar o escoamento de mercadorias para as províncias da Lunda Norte, Lunda Sul, do Moxico, Bié e Uíge.
A informação foi avançada pelo vice-governador para Área Económica e Social, Gaspar Neto. De acordo com o responsável, a "reabilitação dos Caminhos-de-Ferro de Luanda/Malanje vai permitir que o comboio, destinado ao transporte de cargas, possa transportar mercadorias do porto de Luanda, com destino a província de Malanje e não só, daí a necessidade da criação de um porto seco".
O responsável não revelou em quanto deverá orçar o projecto, nem a data de início das obras. Referiu que o futuro Porto Seco de Malanje funcionará como âncora para o desenvolvimento da região, pois vai permitir maior fluidez no escoamento de mercadorias destinadas à província, superando os riscos destas serem transportadas por camiões, percorrendo uma distância de mais de 400 quilómetros de estrada.
Disse que as províncias contempladas neste projecto (Angoferro) terão grandes benefícios com a construção do Porto Seco porque os agentes económicos já não necessitarão de se deslocar com frequência a Luanda, mas sim, a Malanje, muito mais próximo. De acordo com alguns estudos em curso, futuramente, o caminho-de-ferro Luanda/Malanje poderá estender-se à província do Uíge. |
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Maersk volta a ser o grande vencedor dos prémios AFSCA
O grupo Maersk foi o vencedor do "Best Shipping Line - Asia-Europe", prémio que conquistou pelo 21º ano consecutivo, no 22º Asian Freight and Supply Chain Awards (AFSCA). Maersk Line também trouxe o prémio "Best Global Shipping Line" pelo 15ª vez nestes galardões que tiveram a sessão de entrega em Singapura, há dois dias.
Estes prémios são o reconhecimento do bom desempenho e soluções que a Maersk Line oferece aos clientes no seu serviço global. A frota da Maersk Line, que é a maior do mundo, integra mais de 500 porta-contentores com capacidade para mais de 1,7 milhões de teu. A rede de escritórios próprios e agentes estende-se por mais de 125 países.
Nas habituais palavras de agradecimento, Jesper Praestensgaard, Chief Executive da Maersk Line para a Ásia-Pacífico, confessou-se "feliz por os clientes terem mostrado o seu apoio à Maersk Line, ao votarem em nós. Na Maersk Line introduzimos a estratégia StreamLINE em Janeiro deste ano. Um dos 'core focus' da StreamLINE é elevar a fasquia no serviço ao cliente, proporcionando uma mais rápida e mais próxima resposta do que são as expectativas dos que nos procuram. As representações locais da Maersk Line estão agora também equipadas com maior autonomia para tomarem decisões mais próximas dos clientes. Também já começamos a notar melhorias nos nossos procedimentos do negócio dia a dia e interacção com os clientes, desde a implementação do StreamLINE."
A atribuição dos 22ºs prémios AFSCA teve lugar no Pan Pacific Hotel em Singapura, sendo um dos mais prestigiados prémios mundiais da indústria do shipping na Ásia.
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Hines Brasil com ambicioso programa
de parques logísticos
O escritório de São Paulo da Hines, empresa internacional imobiliária, anunciou o
arranque de um programa de investimentos à escala brasileira para aquisição ou
desenvolvimento de parques logísticos nas intersecções das maiores auto-estradas
em várias cidades brasileiras para servir as necessidades da indústria logística
e transportadora. De imediato, e para conclusão em 2009, estão em fase de obra
os parques de Louveira e Cajamar.
Actualmente, a empresa detém parques logísticos em Louveira, Araucaria, Rio, Embu e Manaus. Mas a Hines já anunciou planos para desenvolver mais 14 parques ao longo dos próximos três
anos.
A Hines chegou ao mercado imobiliário
brasileiro em 1998. Daí para cá já dinamizou mais de 1,1 milhões de metros
quadrados de facilidades nas áreas escritório, industrial e residencial. A Hines opera em seis mercados no Brasil, incluindo São Paulo, Louveira e Embú (subúrbios
de São Paulo), Rio de Janeiro, Curitiba e Campinas.
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Os gigantes da aviação querem contribuir para a redução
de emissões
Os dois rivais de indústria aeronáutica Airbus e Boeing assinaram um acordo para pesquisa conjunta
de soluções que levem à diminuição do impacto do tráfego aéreo sobre o meio
ambiente. Ambos se comprometeram a tomar medidas para reduzir as emissões
poluentes, no decorrer da terceira cimeira sobre aviação e meio ambiente que
decorreu recentemente em Genève (Suíça). A expectativa é acelerar os
desenvolvimentos no sistema de direcção do transporte aéreo mundial a fim de
melhorar a eficácia e o congestionamento do tráfego aéreo, anunciaram em
comunicado conjunto.
"Airbus e Boeing são grandes
rivais e este foi um elemento decisivo no nosso objectivo e nos nossos esforços
para tornar a aviação mais eficaz", comentou Scott Carson, o presidente da frota comercial da Boeing.
"Ainda que as nossas pesquisas muitas vezes não sigam o mesmo trajecto,
trabalhamos para o mesmo objectivo, isto é, a redução do impacto da aviação
sobre o meio ambiente", acrescentou. "Onde Airbus e
Boeing partilham uma posição comum sobre o ambiente, é do nosso interesse
estabelecer pontes de cooperação para mais rapidamente atingirmos os ossos
objectivos", declarou por seu turno Thomas Enders, o presidente e director geral de Airbus.
Paralelamente ao acordo entre Airbus e Boeing, treze participantes na cimeira, entre os
quais a IATA e a Bombardier, comprometeram-se, numa
declaração solene, a avançar "numa linha de crescimento neutro em emissões de
carbono", mantendo o objectivo de "um futuro sem
carbono".
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Brussels Airlines reduz velocidade para poupar
combustível
A companhia aérea belga Brussels Airlines vai reduzir
ligeiramente a velocidade média nos voos europeus para poupar combustível e
reduzir a factura energética, informa o diário 'De Standaard'. A velocidade média dos aviões será reduzida de
0,70 mach para 0,69 mach - um mach é pouco mais de
1.000
quilómetros
por hora -, "uma medida que permitirá poupar
1,1 milhões de euros num ano, mas que não atrasará os voos em mais que um ou
dois minutos ", revelou o porta-voz da companhia, Geert Sciot, ao 'De Standaard'. A maioria das companhias aéreas tentam combater
o aumento da factura energética transferindo para os passageiros as oscilações do
crude, mas a Brussels Airlines apostou numa medida que também está a ser
equacionada pela indústria do shipping - a redução da velocidade de
cruzeiro.
Outras medidas aplicadas pela companhia belga centram-se
na diminuição do peso de admitido a bordo, e nesse sentido foram substituídos os
assentos de vários aviões. A redução do consumo de água dos
lavabos, e do número de jornais embarcados, também está a ser equacionada.
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Airbus prevê que a América latina precise de 1500 aviões até 2028
O fabricante aeronáutico europeu Airbus prevê que o Brasil precise de mais de 330 aviões novos de passageiros nos próximos 20 anos, e o conjunto da América Latina 1.450, atendendo ao forte desenvolvimento do tráfego aéreo.
Numa análise de prospecção sobre o mercado brasileiro, a Airbus indicou que a frota de aviões em serviço nesse país duplicará em duas décadas e passará dos 208 que tinha em 2006 para mais de 460 em 2026. Por tipos de aparelhos, o Brasil necessitará de 250 de médio curso para as linhas internas, 80 para médio e longo curso e oito de grande capacidade (em número de passageiros e raio de acção) para responder ao aumento do tráfego internacional.
Essas perspectivas do transporte aéreo são sustentadas pela rápida progressão económica brasileira, que representa 31% do Produto Interno Bruto da América Latina, e pela concentração da população em grandes cidades distantes entre elas.
Actualmente há 305 aviões Airbus a operar em 22 linhas aéreas latino-americanas, o que representa 35% da frota da região e o fabricante europeu espera que, tendo em conta os pedidos feitos, essa percentagem suba aos 50 por cento em 2010. |
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